domingo, 7 de abril de 2013

Por Isso Eu Esqueci De Ti...


Não sinto mágoa quando penso em ti, para te dizer a verdade sinto-te já como parte do meu passado; uma recordação bonita que vai ficar para sempre comigo, mas que já não faz realmente parte deste novo "eu". Não guardo rancores, o tempo apagou tudo de mal na nossa relação, mas ainda tenho medo de te voltar a deixar entrar no meu Presente.
Estaria a mentir se dissesse que não penso em ti, que não menciono o teu nome, por isso confesso que, quando os tempos são cruéis para mim, eu penso em como eu lutei contra a dor para te retirar do meu coração, e penso em como nada poderá voltar a ser tão doloroso; quando estou feliz é normal  falar das experiências que vivi contigo e alegra-me saber que não me arrependo de nada.
Vivemos bons momentos e fomos a lugares que ainda hoje significam imenso para mim, mas todos esses lugares são parte do ontem que passou e eu não me quero permitir a indisciplina de te julgar parte do dia que está para vir. Separei os nossos caminhos e espero que eles se mantenham assim mesmo, distanciados um do outro, pois de cada vez que estes se aproximam um de nós sai magoado.
Nestes últimos meses apercebi-me da tua importância e da falta que me fazes mas não te quero de volta ao meu lado; penso que tudo o que é bom deve ser mantido dessa forma, intocável; e para mim nunca mais voltarás a ser mais do que uma memória bonita, uma pessoa conhecida que por vezes se cruza comigo na rua, um reflexo de uma voz conselheira na minha mente, nada mais do que um eco do que és.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The End Of It All...


It’s sad,
To think that we may actually end some day. It’s not like I keep thinking about it all the time, it’s just that today I came to face it again. Those sudden realities that, when we die, we may actually do just that, die, perish, end, or whatever we do when that time comes. It’s scary, but at the same time appealing, for one to imagine how it will be.
I for once, find myself drowning in those perspectives too many times. Why is it that people do that? Why do we keep remembering that everything ends? Is it to make every living moment that more sweet, or just to have an excuse to make mistakes?
I confess that, just like any other human, I’m too curious about what happens after death, if there’s anything to happen. But that is, unfortunately, an impossible question to answer. Unless someone is ready to die to discover the truth behind it, someone who can come back from the dead, I believe that question will forever be left without an answer.
But again, I can’t quite put my finger on the reason that leads us to actually debate those foreign possibilities. Why is death so appealing? Is it because it’s unknown? Is it because of its obvious mysteries? Or is it just because of what it represents? That final moment; the last breathe we drawn in this world; the final chapter to our never ending story.
Maybe death isn’t as scary as I imagine it, maybe there’s some kind of twisted beauty to all of it. Maybe there is life after death but, to me, it all seems like we’re just trying to keep our minds at ease. To me it will always look like the darkest of my thoughts, maybe until I grow older, our maybe even until the day I die. But no matter what, death will always be that great sea of what doesn’t exist anymore. That great sea of nothing, nothing but forgotten memories.

O Destino É Um Jogo De Dados...


O destino é como um jogo de dados.

Um jogo incerto e irremediável que começamos a jogar mal acabamos de nascer e cujos lances repetimos de cada vez que respiramos, sem saber se a sorte será propicia aos nossos sonhos.
E, nesse jogo trapaceiro e fantástico, que nos faz esquecer os nosso próprios medos, avançamos todos os dias; escolhendo ou recusando os números da sorte e da desgraça.
Isto, apesar de todo o nosso empenho em evitar as armadilhas do destino ser tão inútil como o choro perante a Morte.

Perdida...



Sinto-me tão perdida que penso que nem uma bússola me poderia salvar deste labirinto em que me encontro. Sinto-me como se andasse à deriva num mar de dúvidas e de frustrações do qual não há salvação possível, no qual me afundo mais e mais.
Anseio cada vez mais por uma saída, uma rota ou caminho que me leve para longe, bem longe daqui, para fora deste inferno; mas de cada vez que me aproximo da solução, algo me amordassa e me prende novamente, condenando-me ás profundezas de Hades.
Não sei como escapar e, enquanto aguardo pela salvação, que certamente chegará, sou cada vez menos "eu" e cada vez mais quem este mundo deseja. Lentamente torno-me no estereótipo de uma Stepford Wife; não sou mais que uma máquina ligada em piloto automático enquanto a minha mente, apática, continua confinada às Paredes de Tártarus.